03/08/2026 ás 10:37:18
Dia dos Pais vai além do próprio pai e amplia a rede de presenteados
Esposos, sogros e pais dos filhos também aparecem entre os homenageados, ampliando as oportunidades de comunicação e venda para o varejo
Economia

O Dia dos Pais não mobiliza apenas filhos em busca de presentes para o próprio pai. A data alcança uma rede mais ampla de relações familiares e afetivas, o que abre espaço para campanhas menos restritas à figura paterna tradicional.

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que o pai é o principal destinatário dos presentes, citado por 62% dos compradores. Entretanto, outros vínculos também têm participação relevante: 21% pretendem presentear o esposo, 13% o sogro e outros 13% o pai dos filhos.

Os resultados revelam que a compra pode partir de diferentes posições dentro da família. Há filhos homenageando os pais, companheiras presenteando seus parceiros, genros e noras comprando para os sogros e mães ajudando os filhos a escolher um presente.

Para o varejo, essa diversidade permite ampliar a comunicação da data sem descaracterizá-la. Em vez de concentrar toda a campanha na mensagem “presente para o seu pai”, as empresas podem trabalhar diferentes relações e momentos de compra.

Uma mesma pessoa, inclusive, pode comprar mais de um item para homenagear figuras paternas distintas. Isso ajuda a explicar por que o consumidor pretende adquirir, em média, 1,8 presente durante a data.

Campanhas podem representar diferentes vínculos

A ampliação da rede de presenteados exige cuidado na construção das campanhas. Famílias não seguem uma única composição, e mensagens excessivamente rígidas podem deixar parte do público de fora.

Uma abordagem mais abrangente pode reconhecer quem desempenha um papel de cuidado, referência ou presença na vida do consumidor. Isso permite incluir padrastos, avôs, tios, irmãos mais velhos e outras figuras afetivas, ainda que essas categorias não apareçam separadamente entre as principais respostas da pesquisa.

Essa comunicação não precisa eliminar o pai como personagem central. A oportunidade está em preservar a identidade da data, mas mostrar que a homenagem pode ocorrer em diferentes relações.

Também há espaço para segmentar produtos de acordo com o tipo de vínculo. Presentes para o próprio pai podem ter um apelo mais afetivo ou tradicional. Já a compra para o esposo pode envolver itens de uso cotidiano, experiências compartilhadas ou produtos escolhidos em nome dos filhos.

No caso do sogro, opções mais neutras e orientadas por perfil podem facilitar a escolha de quem não conhece profundamente as preferências do presenteado.

Celebração em família favorece compras complementares

A comemoração continua essencialmente doméstica. Segundo o levantamento, 35% dos consumidores pretendem celebrar em casa, enquanto outros 35% irão à casa do pai.

Esse comportamento pode gerar movimento para além das categorias tradicionais de presentes. Supermercados, padarias, açougues, lojas de bebidas, confeitarias, restaurantes, serviços de entrega e estabelecimentos de utilidades domésticas também podem participar da data.

O consumidor pode comprar uma roupa ou um perfume para presentear, mas também adquirir alimentos, bebidas, sobremesas e itens para organizar o encontro familiar.

As empresas podem explorar essa característica por meio de kits, cestas, refeições prontas, encomendas e ofertas voltadas à celebração. Campanhas conjuntas entre diferentes negócios locais também podem ampliar o alcance da data, especialmente para pequenos varejistas.

O Dia dos Pais, portanto, não se limita a uma relação única nem a uma compra isolada. A data envolve diferentes homenageados, compradores e formas de celebrar. Para o varejo, reconhecer essa diversidade pode significar mais relevância na comunicação e novas possibilidades de venda.

Fonte: Varejo S.A.
Escrito por: Varejo S.A.